Nos dias 7 e 8 de outubro 2026, decorreu a 3ª Reunião Transnacional do projeto ResilientES, na qual todos os parceiros estiveram presentes em Tomar, na sede da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, parceiro responsável pela organização desta reunião e visita. Durante estes dois dias realizaram-se várias atividades relacionadas com o projeto, nomeadamente o ponto de situação da execução das atividades previstas em candidatura.
Durante a reunião de parceiros foi realizado uma breve referência ao Grupo de Trabalho 1 (GT1) que foi desenvolvido com a participação de todos os parceiros, encontra-se concluído e integrou um conjunto de atividades fundamentais para promover a economia social e solidária (ESS), que servirão de base para a realização das atividades programadas no Grupo de Trabalho 2 (GT2) e que também contribuíram para reforçar a cooperação entre os territórios e identificar oportunidades de desenvolvimento sustentável, particularmente nas zonas rurais.
A CIM Médio Tejo apresentou o processo de criação do Terceiro Lugar para a Economia Social da região e os passos desenvolvidos neste processo. Este espaço estará brevemente disponível em Constância para promover o encontro, a partilha de experiências e a colaboração entre os diferentes atores locais, incentivando o desenvolvimento de iniciativas de economia social e solidária e contribuindo para a dinamização do território e o reforço da coesão social.
Nesta reunião transnacional participaram stakeholders dos respetivos parceiros do projeto que realizaram trabalho de networking e trocas de ideias para promover a economia social e as entidades que representam. Para além deste trabalho de grupo houve também oportunidade de contactar com vários exemplos de sucesso de economia social, nomeadamente uma visita às seguintes entidades:
Associação Vidas Cruzadas, localizada em Abrantes, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que desenvolve um trabalho importante na área da inclusão social, através da prestação de serviços de apoio a pessoas com diferentes necessidades e em diversos contextos sociais. Esta instituição integra o catálogo ResilientES de boas práticas, destacando-se pelo seu contributo para a promoção da inclusão e do bem-estar da comunidade.
Cooperativa Artelinho, localizada no Sardoal, fundada em 1989 graças à iniciativa de um grupo de 40 mulheres. A cooperativa surgiu com o objetivo de preservar a cultura do linho e incentivar a fixação da população na região. Atualmente, dedica-se à produção artesanal de artigos em linho, mantendo vivas as tradições e os saberes locais. Mais recentemente, alargou a sua atividade à produção de produtos alimentares tradicionais, como pão, tigeladas e outros bolos, confecionados num forno a lenha, valorizando os sabores e a gastronomia da região.
Houve ainda oportunidade para visitar o Museu dos Rios e das Artes Marítimas e o Jardim-Horto de Camões, localizados em Constância, proporcionando uma oportunidade para conhecer o património cultural, histórico e natural do concelho, bem como a sua ligação aos rios e às tradições marítimas. Esta visita permitiu também explorar o espaço dedicado à memória de Luís de Camões e à valorização da natureza e da identidade local.
A ADRAT, Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega organizou, no passado dia 21 de maio, a Feira da Economia Social do Alto Tâmega e Barroso. O evento decorreu nas instalações da Escola Superior de Hotelaria e Bem-Estar de Chaves (EHB) e contou com a presenças vários expositores, onde várias instituições de Economia Social, nomeadamente cooperativas e associações, bem como projetos e iniciativas locais puderam dar a conhecer o trabalho que desenvolvem em prol da comunidade e do desenvolvimento sustentável do território.
Paralelamente à mostra dos expositores, a Feira apresentou um programa dinâmico focado na partilha de conhecimento e na empregabilidade, onde decorreu o Seminário “Economia Social e Emprego – Desafios e Oportunidades”: Espaço central de debate onde especialistas e dirigentes abordaram o papel fulcral das instituições sociais na criação de postos de trabalho e na fixação de população nas regiões do interior. As Oficinas de Desenvolvimento de Carreiras Profissionais: Dinâmicas especialmente direcionadas para estudantes e desempregados, com o intuito de fornecer ferramentas práticas de orientação e potenciar a inserção no mercado de trabalho. E a apresentação de Boas Práticas: Momento dedicado à partilha de casos de sucesso de Economia Social e criação de Emprego já implementados na região, servindo de inspiração para futuros projetos e parcerias estratégicas.
A Feira da Economia Social do Alto Tâmega e Barroso reforçou a importância da cooperação entre as instituições de ensino superior, as associações de desenvolvimento e o tecido social para criar respostas eficazes aos desafios demográficos e económicos da região.
Este evento é organizado no âmbito do projeto ResilientES – Economia social, motor do desenvolvimento socioeconómico das zonas interiores e não urbanas no SUDOE – financiado por fundos europeus (Programa INTERREG SUDOE).
Decorreu no passado dia 24 de março mais uma reunião online do projeto ResilientES – Economia social, motor do desenvolvimento socioeconómico das zonas interiores e não urbanas no SUDOE. Durante a reunião foram debatidas as várias ações em desenvolvimento do projeto e foi realizado o ponto de situação da execução do projeto e as tarefas de cada parceiro.
Lembramos que este projeto tem como objetivo o de revitalizar os territórios não urbanos, rurais e de interior do SUDOE através da economia social como motor de desenvolvimento socioeconómico, com base nos recursos endógenos desses territórios e na colaboração entre os atores locais para gerar empregos de qualidade, garantir o acesso aos serviços e fixar a população. Envolve 10 parceiros de 3 países (Portugal, Espanha e França).
Conheça melhor o projeto através da página web do mesmo em: https://interreg-sudoe.eu/proyecto-interreg/resilientes/